(Source: nagging-loneliness)
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“Realmente, ela é muito bonita, todas essas curvas e esse quadril perfeitamente desenhado. Não é de se estranhar que você tenha se apaixonado por ela. Eu, bom, eu sou um desastre. Pior ainda, eu sou um desastre feio. Eu nunca, nunca mesmo, conseguirei entrar em uma calça tamanho 38, muito menos terei orgulho de usar uma blusa decotada, ou então que mostre um pedaço de minha barriga não tão lisa assim. Digamos que eu seja aquele tipo de feia que se esconde nos meios de belos textos e palavras que, talvez, conquistem alguém que goste de ler Caio Fernando de Abreu ou até mesmo a minha querida amiga, que mal sabe de minha existência, Tati Bernardi. Provavelmente irei lhe surpreender de várias maneiras, mas nenhuma que envolva lingerie vermelha e algemas. Irei fazer um texto, até mesmo um livro, dedicado somente a ti e com uma enorme descrição sobre os teus olhos e a tua velha mania de mexer no cabelo quando está envergonhado. Não repararei no volume que se forma em sua calça, muito menos por onde tuas mãos passeiam. Eu irei notar o quanto teus olhos brilham no sol e o modo como você movimenta as mãos enquanto tenta me explicar algo inútil. Não, eu também não irei lhe beijar a todo momento, irei prezar mais pelos seus abraços, que são neles em que me sinto segura. Ela, com toda a certeza, saberá exatamente aonde te tocar, aonde te beijar, até mesmo para onde olhar. Eu, despreparada, mal saberei aonde você sente cócegas. É verdade que ela poderá suprir todas as tuas carências masculinas e te fazer feliz por alguns momentos. Mas e depois? Quando estiver triste e precisando de um colo, como vai dizer isto a uma mulher que mal sabe pronunciar as palavras “amor recíproco”? Eu, pelo contrário, saberei o que dizer, ou talvez até mesmo não direi nada, ficarei apenas lhe fazendo um cafuné enquanto você fecha os olhos e tenta imaginar como seria se nós dois permanecêssemos ali para sempre. É com ela que você vai sair, levar para as festas e exibir para os amigos. Eu sou apenas aquela que sempre vai estar ali, lendo algum livro ou lhe escrevendo algum poema. Sou a parte que você precisa, mas não consegue abrir mão da outra que lhe excita. Sou aquela que anda de ônibus, encolhida no canto, ouvindo Bon Jovi e comendo bolinhos de chocolate. Ela desfila pelas ruas e exibe os belos seios, enquanto cumprimenta aquele ou este amigo. Ninguém olha para mim com interesse, apenas com curiosidade. Só querem saber o que tanto escrevo, e para quem escrevo. Não ficam me olhando de boca aberta, e muito menos com a mão sobre o grosso volume que se forma sob a calça enquanto observam ela. Eu, coitada, sou aquele velho tipo de garota que num futuro bem próximo vai se casar com um livro e de amante terá um conto qualquer. Sou aquela que tem medo de entrar num Sex Shop e que nunca na vida se deparou com um vibrador. Sou a que tem medo de beijar e fica envergonhada com elogios, até porque raramente os recebo. Eu, apenas eu, sou a que sempre vai preferir um filme de terror à uma daquelas comédias românticas com finais óbvios. Ela vai te levar ao cinema e esquecer do filme para lhe dar beijos escondidos no escuro da sala de cinema. Ela vai querer beijos diferentes, sexo selvagem e massagem após a transa. Ela é bem resolvida e com uma ótima auto estima. Eu não, eu tenho medo de ficar nua na frente de um homem e receosa com o que ele vai pensar do meu corpo se tal coisa acontecer. Sou extremamente insegura e entediante. Mas apesar de não ser nada interessante, e nada surpreendente, eu sou aquela que vai te entender, quando a outra disser que não quer mais saber de você. E quando você estiver chorando e sem chão ao perceber que aquela que você considerava perfeita, te abandonou, você vai vir atrás de mim, vai querer o meu colo e as minhas citações que escrevi para lhe acalmar. E então quando você estiver bem perto de mim, quando ouvir o som da minha respiração, vai entender que aqueles textos no meu Word e as anotações no bloco de notas, eram pra você.”
Cibele Sena (amargar)
— Aghata Paredes. (via im-broken)
(Source: cher-la-vie)
— Tati Bernardi (via adatainesquecivel)
(Source: segredosdeumpoeta)
(Source: c-ollision)
(Source: c-ollision)
![amor-doce:
Eu sei que tudo isso é muito clichê. Mas não me importo. Escreverei mesmo assim. Mesmo que ninguém leia, mesmo que ninguém se importe, escreverei. Preciso desabafar, ou desabar, tanto faz. […] Sim, eu já cansei de escrever de você e para você. Gastei milhares de palavras e já cheguei a ficar com dor nos dedos e punhos de tanto que escrevi. Cartas que nunca foram enviadas. Poemas que foram jogados no fundo da gaveta. Textos enormes que você nunca nem sequer se preocupou em ler. Eu sabia desde o principio, quando senti a sua ignorância me maltratando, que eu jamais deveria esperar demais de você. Mas sabe como é o amor da adolescência. É sonhador. Esperançoso. E isso acaba destruindo, cada um que o sinta, por dentro. Amor é um veneno. Dos fortes. Aquele que corrói as veias. Que penetra nas entranhas e estilhaça cada partícula celular existente. E faz tudo isso incrivelmente lentamente. É tão lento o processo que, no começo, é quase imperceptível, mas quando tudo cai por si, quando você nota que o veneno se espalhou, já é tarde demais. E tudo dói. Uma dor intensa. Pra qual não há analgésico. Nada, simplesmente, nada serve como amenizador. Sempre foi assim antes. E contigo não foi diferente. Eu me aproximei, me envolvi. Me apeguei muito rápido. Acabei esperando demais de quem não iria me oferecer nada além de decepções. Corri atrás de quem nunca deu um passo sequer por mim. Fiz tudo por alguém que nem sequer estendeu um dedo para me ajudar. E acabei perdendo as contas de quantas vezes segurei o seu mundo enquanto o meu caia. Tudo para absolutamente nada. Você nunca se importou. Fui ingênua demais em acreditar que eu conseguiria te fazer mudar, a ponto de amolecer esse seu coração. Mas cansei. Precisei dar um basta. E estou tentando arduamente livra-me desse maldito amor que mantenho contido dentro do meu coração, afinal eu não deveria te amar. Porém, como eu já disse, amor é um veneno. Eu não escolhi tomar nenhum veneno. Do mesmo modo que não escolhi amar você. Tentei, mas falhei. Não consegui aquecer esse teu coração tão frio. E por sua causa, em mim, antes o que batia por amor hoje bate apenas por obrigação. (d-esmoronar)](http://24.media.tumblr.com/tumblr_m0dxz7iClg1r57m04o1_500.jpg)
Eu sei que tudo isso é muito clichê. Mas não me importo. Escreverei mesmo assim. Mesmo que ninguém leia, mesmo que ninguém se importe, escreverei. Preciso desabafar, ou desabar, tanto faz. […] Sim, eu já cansei de escrever de você e para você. Gastei milhares de palavras e já cheguei a ficar com dor nos dedos e punhos de tanto que escrevi. Cartas que nunca foram enviadas. Poemas que foram jogados no fundo da gaveta. Textos enormes que você nunca nem sequer se preocupou em ler. Eu sabia desde o principio, quando senti a sua ignorância me maltratando, que eu jamais deveria esperar demais de você. Mas sabe como é o amor da adolescência. É sonhador. Esperançoso. E isso acaba destruindo, cada um que o sinta, por dentro. Amor é um veneno. Dos fortes. Aquele que corrói as veias. Que penetra nas entranhas e estilhaça cada partícula celular existente. E faz tudo isso incrivelmente lentamente. É tão lento o processo que, no começo, é quase imperceptível, mas quando tudo cai por si, quando você nota que o veneno se espalhou, já é tarde demais. E tudo dói. Uma dor intensa. Pra qual não há analgésico. Nada, simplesmente, nada serve como amenizador. Sempre foi assim antes. E contigo não foi diferente. Eu me aproximei, me envolvi. Me apeguei muito rápido. Acabei esperando demais de quem não iria me oferecer nada além de decepções. Corri atrás de quem nunca deu um passo sequer por mim. Fiz tudo por alguém que nem sequer estendeu um dedo para me ajudar. E acabei perdendo as contas de quantas vezes segurei o seu mundo enquanto o meu caia. Tudo para absolutamente nada. Você nunca se importou. Fui ingênua demais em acreditar que eu conseguiria te fazer mudar, a ponto de amolecer esse seu coração. Mas cansei. Precisei dar um basta. E estou tentando arduamente livra-me desse maldito amor que mantenho contido dentro do meu coração, afinal eu não deveria te amar. Porém, como eu já disse, amor é um veneno. Eu não escolhi tomar nenhum veneno. Do mesmo modo que não escolhi amar você. Tentei, mas falhei. Não consegui aquecer esse teu coração tão frio. E por sua causa, em mim, antes o que batia por amor hoje bate apenas por obrigação. (d-esmoronar)
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